Na Avenida
Luís Viana Filho, mais conhecida como Paralela, temos um retrato de uma cidade desumana e desigual. Onde os grandes investidores detentores do poder,
alastram a cada dia com seus empreendimentos que por sua vez obriga os pobres derrubarem
as suas humildes casas para dar lugar as lucrativas construções, locais consideradas
propícias para seus investimentos. Estes e outros problemas a população e baixa
renda sofre pelas novas construções na paralela. Visando aumentar o padrão de
acumulação do capital na região, com construção de grandes prédios comerciais e
residenciais. A destruições das matas e florestas ocorre a passos largos, com devastação
criminosa das áreas verdes dando lugar aos grandes empreendimentos, causando
prejuízo a população e ao meio ambiente, é neste aspecto devastador que se
encontra a expansão imobiliária na paralela, sem qualquer rigor no que se
refere aos autoridades competentes.
As
muitas construções são a causa de grande desmatamento ambiental, que sofre
devastação do meio ambiente, comprometendo assim a qualidades de vida dos
moradores e adjacência, a retirada
da cobertura vegetal que mantém o equilíbrio dos ecossistemas, causa prejuízo também no que refere a
biodiversidade, degradação do solo e o aumento da incidência de desertificação,
erosões, mudanças climáticas, causando também poluição do ar que provoca a
emissão do CO²( dióxido de carbono na atmosfera colocando em risco o
ecossistema.
A
natureza sofre exploração muito intensa, tudo isso para satisfazer os
interesses econômicos da sociedade capitalista e de seus altos índices de bens
e de consumo.
A queima
de combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo), processo de combustão
ocorrido nos veículos automotivos que gera o CO² e que aumentam velozmente por consequência das
novas construções, gera prejuízo no ar e na atmosfera, causando problemas
respiratório, circulatório e outros problemas a saúde, sem falar nos grandes
engarrafamentos visíveis a todos que transitam naquele local.
“Estamos
a dez anos da aprovação do Estatuto da Cidade e infelizmente, a administração
pública é incapaz de entender a formulação de uma sociedade. O papel do poder público
é pensar a cidade no coletivo, e isto está fragilizado. Entender o controle
social como se resolve apenas no Judiciário é um engano. É preciso ir além”.
Pois é necessária urgência de se reverem os parâmetros de se pensar a cidade.
“O foco deve ser prioritariamente os interesses público e coletivo”.
A
fragmentação da Mata Atlântica também está correlacionada aos seus aspectos
intrínsecos de grande interesse
econômico, capazes de despertar cobiça exacerbada para sustentar as demandas de
um mercado altamente consumidor, que sacrifica tudo em nome do lucro e da
vaidade. Para tanto, há grandes pressões e investidas nada ecológicas contra
esse bioma de natureza tão rica e diversa, perpassando os sucessivos ciclos
econômicos que converteriam a floresta atlântica a fragmentos de formas e
tamanhos cada vez mais reduzidos (TRINDADE, 2004). Para Wilson (1997), caso a
devastação das florestas tropicais continue nas proporções em que se encontra,
até o ano de 2022, metade daquilo que lhe resta estará completamente
exterminado. Ainda de acordo com as abordagens de Wilson, estamos no meio de um
grande caos ecológico, cujas conseqüências podem desencadear um dos maiores
movimentos de extinção da história ecológica do planeta.
Pode-se
deduzir que, ao longo do tempo, ocorreram constantes pressões imobiliárias para
ocupação das áreas livres da Avenida Paralela. Uma tendência legitimada por
vultosos empreendimentos que garantem assegurar a preservação de áreas verdes e
o bem-estar e qualidade de vida dos habitantes, mas que, contraditoriamente,
envolvem a quase totalidade da ocupação, dos espelhos d’água e áreas úmidas.
Autora: Norma Santos