quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Retrato da atual Av. Paralela

Salvador é uma cidade que possui solo e regiões verdes privilegiadas, ou pelo menos possuía a um tempo atrás. Ate meados dos anos 40a área da Paralela e de toda a cidade, era considerada rural, com a presença de chácaras, fazendas, sítios. Em 50 a cidade começou a expandir-se precisando de mudanças na tipologia local. Nos anos 60 as chácaras começam a sumir, e passam a existir lotes menores.
A partir dos anos 70 esse cenário passa a ser modificado e assim foi criada a grande e inovadora Avenida Paralela, idealizada por Antonio Carlos Magalhães e o secretario de planejamento da época Mario Kertezs e criada por Lúcio Costa. Tomada pela mata Atlântica em todo o seu comprimento, ela veio para ser o eixo de expansão urbana da cidade de Salvador, possuindo 14 km de extensão e um canteiro centra de mesmo tamanho, e teve como primeira grande obra o CAB (Centro Administrativo da Bahia).

 

Sou um soteropolitana que utiliza diariamente a Av. Paralela e posso notar que   nesses últimos anos a expansão da Av. Paralela foi tão grande, que fazendo um balanço dos empreendimentos imobiliários  que surgiram, concluo que existe aproximadamente cinco universidades, trinta condomínios de médio e longo porte, três shoppings e dez grandes empresas, além do Parque Tecnológico da Bahia – um exemplo de responsabilidade socioambiental, além de muitos outros que não me recordo no momento.







Assim o que posso observa é que esse acelerado processo de urbanização, tem colocado em risco o patrimônio natural dessa avenida, formado pela Mata Atlântica, onde frequentemente são feitas ações de desmatamento afim de implantar novos empreendimentos.

Autor: Fernanda Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário