Salvador é uma cidade que possui solo e regiões verdes
privilegiadas, ou pelo menos possuía a um tempo atrás. Ate meados dos anos 40a
área da Paralela e de toda a cidade, era considerada rural, com a presença de
chácaras, fazendas, sítios. Em 50 a cidade começou a expandir-se precisando de
mudanças na tipologia local. Nos anos 60 as chácaras começam a sumir, e passam
a existir lotes menores.
A partir dos anos 70 esse cenário passa a ser modificado e
assim foi criada a grande e inovadora Avenida Paralela, idealizada por Antonio
Carlos Magalhães e o secretario de planejamento da época Mario Kertezs e criada
por Lúcio Costa. Tomada pela mata Atlântica em todo o seu comprimento, ela veio
para ser o eixo de expansão urbana da cidade de Salvador, possuindo 14 km de
extensão e um canteiro centra de mesmo tamanho, e teve como primeira grande
obra o CAB (Centro Administrativo da Bahia).
Sou um soteropolitana que utiliza diariamente a Av. Paralela
e posso notar que nesses últimos anos a
expansão da Av. Paralela foi tão grande, que fazendo um balanço dos
empreendimentos imobiliários que surgiram,
concluo que existe aproximadamente cinco universidades, trinta condomínios de
médio e longo porte, três shoppings e dez grandes empresas, além do Parque
Tecnológico da Bahia – um exemplo de responsabilidade socioambiental, além de
muitos outros que não me recordo no momento.
Assim o que posso observa é que esse acelerado processo de
urbanização, tem colocado em risco o patrimônio natural dessa avenida, formado
pela Mata Atlântica, onde frequentemente são feitas ações de desmatamento afim
de implantar novos empreendimentos.
Autor: Fernanda Oliveira
Autor: Fernanda Oliveira
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