Engarrafamentos, longas
esperas e a superlotação nos ônibus já são problemas conhecidos para quem
transita, ou pelo menos, tenta transitar na cidade de São Salvador. Sem falar,
na perda de recursos naturais (desmatamento e desgastes). Estes, consequência
de uma série de fatores como a expansão imobiliária e o excesso de veículos são
apenas a ponta do ice berg, pois
submerso está o binômio crescimento econômico/meio ambiente. E a pergunta que
não quer calar: Qual a solução???
Vocês devem concordar
comigo de que essa não é uma pergunta que possa ser respondida com um simples
sim ou não. A priori, faz-se necessário analisarmos quais as alternativas possíveis
para driblar o problemas.
Bem, é uma tarefa
complexa, por isso, consultei 05 (cinco) soteropolitanos que questionados sobre
as soluções para os problemas consequentes do crescimento imobiliário
apontaram: a) A adesão do veículo leve sobre trilhos; b)construção de viadutos;
c)construção de passarelas para pedestres; d) construção de ciclovias; e)construção
de faixa exclusiva para ônibus; f)rodízio; g)rever a legislação que autoriza as
construções, etc.
Percebe-se que todas
essas estratégias trazem consigo questões políticas amplas, que remete-nos ao PLANEJAMENTO URBANO, em linhas gerais, este lida com os processos
de produção, estruturação e apropriação do espaço urbano.
A solução se encontra
na possibilidade de um planejamento eficiente que analise holisticamente a
estrutura social atual, e atue
promovendo mudanças estruturais a médio e longos prazos.
Há necessidade de
dispormos de Políticas de Estado claras e exequíveis, de implementar Planos
diretores setoriais (mobilidade urbana, habitação e transporte integrado),
necessidade de legislação atualizada que possa dar conta das demandas atuais,
entre outras, recursos orçamentários realistas e transparentes.
Contudo, enquanto a
Sociedade pensar que os espaços devem apenas satisfazer suas necessidades (o
homem é o centro da sociedade) e tudo a sua volta deve colaborar para sua plena
satisfação, a palavra que ecoa é o poder de consumo. E infelizmente, é este
quem tem dado as cartas nesta questão.
Retornamos ao ponto de
partida: Qual a solução??
Autora: Simone de Souza
Nenhum comentário:
Postar um comentário