quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Caminhos possíveis: Minimizando os problemas advindos do Crescimento imobiliário


Engarrafamentos, longas esperas e a superlotação nos ônibus já são problemas conhecidos para quem transita, ou pelo menos, tenta transitar na cidade de São Salvador. Sem falar, na perda de recursos naturais (desmatamento e desgastes). Estes, consequência de uma série de fatores como a expansão imobiliária e o excesso de veículos são apenas a ponta do ice berg, pois submerso está o binômio crescimento econômico/meio ambiente. E a pergunta que não quer calar: Qual a solução???

Vocês devem concordar comigo de que essa não é uma pergunta que possa ser respondida com um simples sim ou não. A priori, faz-se necessário analisarmos quais as alternativas possíveis para driblar o problemas.

Bem, é uma tarefa complexa, por isso, consultei 05 (cinco) soteropolitanos que questionados sobre as soluções para os problemas consequentes do crescimento imobiliário apontaram: a) A adesão do veículo leve sobre trilhos; b)construção de viadutos; c)construção de passarelas para pedestres; d) construção de ciclovias; e)construção de faixa exclusiva para ônibus; f)rodízio; g)rever a legislação que autoriza as construções, etc.

Percebe-se que todas essas estratégias trazem consigo questões políticas amplas, que  remete-nos ao PLANEJAMENTO URBANO, em linhas gerais, este lida com os processos de produção, estruturação e apropriação do espaço urbano.

A solução se encontra na possibilidade de um planejamento eficiente que analise holisticamente a estrutura social atual, e atue promovendo mudanças estruturais a médio e longos prazos.

Há necessidade de dispormos de Políticas de Estado claras e exequíveis, de implementar Planos diretores setoriais (mobilidade urbana, habitação e transporte integrado), necessidade de legislação atualizada que possa dar conta das demandas atuais, entre outras, recursos orçamentários realistas e transparentes.   

Contudo, enquanto a Sociedade pensar que os espaços devem apenas satisfazer suas necessidades (o homem é o centro da sociedade) e tudo a sua volta deve colaborar para sua plena satisfação, a palavra que ecoa é o poder de consumo. E infelizmente, é este quem tem dado as cartas nesta questão.

Retornamos ao ponto de partida: Qual a solução??

                                   


Autora: Simone de Souza 






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