quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Crescimento imobiliário e desenvolvimento urbano: por que nossas cidades continuam tão precárias?

A Av. Paralela, nos últimos 10 anos, passa a abrigar grandes incorporações comerciais da cidade, incluindo concessionárias de carros, hipermercados, shopping centers, universidades e, mais recentemente, grandes empreendimentos imobiliários do tipo condomínios fechados de casas e de apartamentos, que oferecem segurança e infraestrutura de lazer. Nos últimos cinco anos, a região da Paralela passou por expansão mobiliaria e já são 50.000 novos moradores.
O mercado imobiliário cresce em salvador em ritmo acelerado visando não somente a qualidade de vida, os espaços que deveriam preservar a Mata Atlantica são alvos das construtoras e, dessa forma, surgem os novos empreendimentos e consequentemente o numero de carros circulando nessa região.
A partir de dados relativos, bem como análises históricas do seu comportamento social e financeiro buscou-se relacionar ao consumo da sociedade ‘burguesa’. Analisar o sistema financeiro de habitação e a sua evolução, permitiu identificar a importância dos recursos compulsórios, como lastro para uma política habitacional adotada em prol da melhoria de vida e social. Em contrapartida o desonerado de intervenções financeiras, deu mais abrangência às operações imobiliárias e resultou num contexto de relações privadas e autorreguladas. A modernização das operações imobiliárias trazida pelo progresso pressupôs a inclusão de luxo porem com consequências à natureza.  O crescimento da cidade se da de maneira desenfreada e não planejado que visa somente o dinheiro e lucro no bolso dos poderosos, somando-se com a ma distribuição publica leva a cidade a dar adeus ao resto do verde de mata atlântica que ainda existia.
O modo de se pensar este crescimento, se da a partir de lógicas distintas: a econômica e a social. De quem produz um espaço elitizado, ditando regras e valorizando seus terrenos, seja para a comercialização ou especulação imobiliária e, de quem tem que se contentar com as sobras, com os terrenos  que não servem para os detentores do poder e (do capital), ou se utilizando terrenos inutilizáveis devido a sua localização e tipo. É nas regiões metropolitanas que o resultado da desigualdade social exarcebada se apresenta de forma escancarada, representada pela segregação espacial e exclusão social, ou seja,por este motivo fala-se da diferença entre desenvolvimento e crescimento imobiliário.


Autora: Thaise Cristina 



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