quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Retratos das consequências.

Na Avenida Luís Viana Filho, mais conhecida como Paralela, temos um retrato de uma cidade desumana e desigual. Onde os grandes investidores detentores do poder, alastram a cada dia com seus empreendimentos que por sua vez obriga os pobres derrubarem as suas humildes casas para dar lugar as lucrativas construções, locais consideradas propícias para seus investimentos. Estes e outros problemas a população e baixa renda sofre pelas novas construções na paralela. Visando aumentar o padrão de acumulação do capital na região, com construção de grandes prédios comerciais e residenciais. A destruições das matas e florestas  ocorre a passos largos, com devastação criminosa das áreas verdes dando lugar aos grandes empreendimentos, causando prejuízo a população e ao meio ambiente, é neste aspecto devastador que se encontra a expansão imobiliária na paralela, sem qualquer rigor no que se refere aos autoridades competentes.

As muitas construções são a causa de grande desmatamento ambiental, que sofre devastação do meio ambiente, comprometendo assim a qualidades de vida dos moradores e adjacência, a retirada da cobertura vegetal que mantém o equilíbrio dos ecossistemas, causa prejuízo também no que refere a biodiversidade, degradação do solo e o aumento da incidência de desertificação, erosões, mudanças climáticas, causando também poluição do ar que provoca a emissão do CO²( dióxido de carbono na atmosfera colocando em risco o ecossistema.

A natureza sofre exploração muito intensa, tudo isso para satisfazer os interesses econômicos da sociedade capitalista e de seus altos índices de bens e de consumo.
A queima de combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo), processo de combustão ocorrido nos veículos automotivos que gera o CO²  e que aumentam velozmente por consequência das novas construções, gera prejuízo no ar e na atmosfera, causando problemas respiratório, circulatório e outros problemas a saúde, sem falar nos grandes engarrafamentos visíveis a todos que transitam naquele local.

“Estamos a dez anos da aprovação do Estatuto da Cidade e infelizmente, a administração pública é incapaz de entender a formulação de uma sociedade. O papel do poder público é pensar a cidade no coletivo, e isto está fragilizado. Entender o controle social como se resolve apenas no Judiciário é um engano. É preciso ir além”. Pois é necessária urgência de se reverem os parâmetros de se pensar a cidade. “O foco deve ser prioritariamente os interesses público e coletivo”.

A fragmentação da Mata Atlântica também está correlacionada aos seus aspectos intrínsecos de grande  interesse econômico, capazes de despertar cobiça exacerbada para sustentar as demandas de um mercado altamente consumidor, que sacrifica tudo em nome do lucro e da vaidade. Para tanto, há grandes pressões e investidas nada ecológicas contra esse bioma de natureza tão rica e diversa, perpassando os sucessivos ciclos econômicos que converteriam a floresta atlântica a fragmentos de formas e tamanhos cada vez mais reduzidos (TRINDADE, 2004). Para Wilson (1997), caso a devastação das florestas tropicais continue nas proporções em que se encontra, até o ano de 2022, metade daquilo que lhe resta estará completamente exterminado. Ainda de acordo com as abordagens de Wilson, estamos no meio de um grande caos ecológico, cujas conseqüências podem desencadear um dos maiores movimentos de extinção da história ecológica do planeta.

Pode-se deduzir que, ao longo do tempo, ocorreram constantes pressões imobiliárias para ocupação das áreas livres da Avenida Paralela. Uma tendência legitimada por vultosos empreendimentos que garantem assegurar a preservação de áreas verdes e o bem-estar e qualidade de vida dos habitantes, mas que, contraditoriamente, envolvem a quase totalidade da ocupação, dos espelhos d’água e áreas úmidas. 

Autora: Norma Santos

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